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Obesidade Animal
Obesidade Animal
Seu animal está sofrendo com os problemas de obesidade? Saiba mais informações sobre as causas desse mal e como evitá-las e tratá-las com segurança.

TRATAMENTO
O tratamento da obesidade consiste em uma mudança nos hábitos alimentares do animal e na prática de atividades físicas. Para que o programa de perda de peso seja eficiente, todas as pessoas da família devem estar conscientes do problema do animal e dispostas a ajudar. Semanalmente, o animal deve ser pesado para controlar a eficácia da dieta. O ideal é que ele perca entre 2% e 4% do seu peso por semana.
O proprietário deve passear com o cão pelo menos uma hora por dia. Caso o animal não esteja acostumado a andar, nos primeiros dias devem ser feitas várias caminhadas curtas, aumentando a distância percorrida de acordo com a capacidade do cão. Cães com problemas cardíacos ou respiratórios não devem fazer esforço físico exagerado, e devem andar apenas curtas distâncias. Os gatos devem ter brinquedos e locais para brincar à sua disposição, e muitas vezes devem ser estimulados a brincar pelos donos.
A mudança alimentar é fundamental para o animal emagrecer. O primeiro passo é abolir os petiscos e os restos de comida da dieta do animal, pois, além de engordar, estes alimentos causam um desequilíbrio nutricional da dieta. O animal deve receber uma menor quantidade de caloria, sem deixar de receber os nutrientes essenciais. Reduzir a quantidade de ração normal para o animal não é uma boa solução, pois, ao diminuir a quantidade de alimento, também se diminui a quantidade de aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais fornecidos para o paciente. A melhor escolha é fornecer ao animal uma ração com calorias reduzidas.
Estas rações para animais obesos apresentam menor quantidade de calorias e maior quantidade de fibra, mas sem alterar a quantidade necessária de aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais. Inicialmente, o animal pode não aceitar a nova ração, pois muitas apresentam baixa palatabilidade. Por isso é importante mudar para esta ração gradativamente, ou seja, misturar esta ração com a antiga e gradativamente ir aumentando a quantidade da ração com baixas calorias.
Algumas rações para redução de peso recomendadas são: Royal Canin Obesity (cães e gatos), Royal Canin Maxi Light (cães), Royal Canin Mini Light (cães), Max Light (cães), Premier Adulto Light (cães), Royal Canin Light 38 (gatos), ProPlan Reduced Calorie (gatos).
As rações para controle de peso recomendadas são: Royal Canin Weight Control 30 (cães), Premier Ambientes Internos Calorias Reduzidas (cães), Royal Canin Young Female (gatos), Royal Canin Young male (gatos), Royal Canin Mature (gatos), ProPlan Indoor Formula (gatos) e também as rações específicas para as raças com tendência à obesidade.
PROBLEMAS RELACIONADOS
Animais com mais de 40% do seu peso corpóreo ideal correm um risco maior de apresentarem:
- Afecções articulares e doenças de disco intervertebral.
- Intolerância a exercícios.
- Intolerância aos carboidratos, predispondo o desenvolvimento do diabetes melito.
- Doenças hepáticas, como a lipidose hepática em gatos.
- Predisposição a pancreatites.
- Fêmeas gestantes podem apresentar distocias no parto.
- Doenças de pele, como a piodermatite e a seborréia.
- Doenças cardiovasculares.
- Afecções respiratórias.
- Aumento dos riscos anestésicos e cirúrgicos (problemas na cicatrização, falhas imunológicas).
- Carência nutricional, principalmente quando o animal é alimentado com comida caseira.
- Diminuição da capacidade reprodutiva, pois os machos têm a libido diminuída e uma baixa qualidade do esperma.
- Problemas psicológicos, que compreendem a ansiedade e a depressão.
CAUSAS
A obesidade apresenta várias causas, sendo as principais:
Alimentação inadequada: Animais que recebem mais alimento do que necessitam ou uma alimentação com muitas calorias acabam acumulando o excesso de energia e engordando. Alguns proprietários também não conseguem compreender seus animais, e toda vez que eles latem, miam ou se aproximam do dono, este acha que é por fome e os alimenta. Para manter o animal em um peso normal, é importante alimentá-lo com ração de qualidade, na quantidade recomendada para seu peso, faixa etária e atividade física. Não se deve misturar a ração com comida caseira e nem dar petiscos. Ao invés de dar alimento ao animal toda vez que ele late ou mia, deve-se tentar ver se ele não quer brincar ou receber carinho. A administração de comida caseira e petiscos, além de engordar, causa deficiência em elementos essenciais ao organismo, tornando o animal um obeso com deficiências nutricionais.
Falta de exercício físico: Os animais precisam se exercitar diariamente. Os cães devem viver em um ambiente espaçoso ou fazer passeios diários. Também gastam energia brincando. Os cães que vivem em ambientes pequenos ou ficam muito tempo sozinhos passam a maior parte do seu tempo dormindo, ao invés de gastar energia. Os gatos necessitam de um ambiente rico que permita suas atividades de observar, brincar, esconder-se e dormir. Ambientes pobres em brinquedos e locais para pular e se exercitar fazem com que o gato durma demais.
Predisposição genética: Algumas raças apresentam predisposição para a obesidade, tais como o Retriever do Labrador, o Cocker Spaniel, o Dachshund, o Basset Hound, o Beagle e o Collie.
Idade: Animais idosos apresentam um metabolismo basal mais baixo, necessitando de menor quantidade de calorias. Sendo assim, estes animais engordam mais facilmente. Os filhotes têm menos chances de engordar porque estão gastando energia para crescer e apresentam uma intensa atividade física.
Condição reprodutiva: As cadelas e os gatos castrados são os grupos com maior tendência a engordar. Supõe-se que seja devido a uma menor atividade e por passarem mais tempo em casa.
Comportamental: Animais entediados, deprimidos ou estressados passam a ingerir muito alimento, miar ou latir excessivamente ou realizar movimentos repetitivos, na tentativa de amenizar o seu estado de tédio ou estresse.
Doenças: Algumas doenças metabólicas podem causar o acúmulo de gordura nos tecidos, tais como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, diabetes melito ou uma disfunção hipotalâmica.
Por Ferdinando Niederheitmann
(Médico Veterinário, responsável pela Clínica Veterinária Curitiba.)
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